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Saúde

AVC: 13 coisas que você ainda não sabe

Uma sigla pequena, mas bastante temida. O temor é justificado, afinal, além das grandes chances de óbito, há o risco de sequelas.

Quase todo mundo sabe do que se trata e conhece alguém que já teve um. Apenas no Brasil, foram 84.426 casos de óbito por acidente vascular cerebral registrados entre janeiro e outubro de 2021.

Idosos continuam sendo os mais afetados, mas você sabia que é crescente o número de casos em pessoas jovens, inclusive de óbitos? Continue a leitura e descubra 13 coisas que você ainda não sabe sobre o AVC. Porque o conhecimento é uma das melhores maneiras de prevenir o problema e evitar complicações graves.

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Médicos plantonistas na palma da sua mão

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1. Não existe apenas um tipo de AVC

Apesar da condição ser popularmente conhecida como “derrame cerebral” ou mesmo como o AVC, há dois tipos de ocorrências. A primeira maneira é quando há a obstrução de um vaso sanguíneo no cérebro. A condição impossibilita a circulação de sangue no cérebro, o que causa o AVC isquêmico.

O outro tipo é o AVC hemorrágico, mais grave que o primeiro tipo, acontece quando há o rompimento de um vaso sanguíneo, causando uma hemorragia cerebral. Esse caso tem maiores índices de morte, mas ocorre apenas em 16% dos casos.

2. Não há uma única causa para a incidência de derrames

A ciência não aponta uma única causa para o AVC, assim como para boa parte das doenças e problemas de saúde graves. Dessa forma, a incidência de AVC está relacionada a diversos fatores combinados, como por exemplo: colesterol ruim alto, uso de anticoncepcional, gênero, tabagismo, idade, abuso de álcool ou drogas, além de fatores genéticos.

Os homens são mais atingidos pelo AVC do que as mulheres. Recentemente a Revista The Lancelot ainda publicou um estudo que fala sobre o estresse relacionado ao trabalho como fator crucial para um maior risco de AVC, especialmente em jovens. De acordo com o estudo feito com 600 mil pessoas acompanhadas, 33% apresentou mais riscos de desenvolver AVC por trabalhar durante mais horas semanais.

Trabalhar 55 horas por semana ou mais é um fato que está associado à má alimentação, à falta de exercício físico e outros fatores relacionados à falta de tempo para cuidar da saúde. O estresse causado por rotinas exaustivas também é apontado, já que o estresse é um dos causadores de hipertensão e diabetes, fatores de risco para a incidência de AVC.

3. AVC e Covid: uma combinação perigosa

Como apresentado acima, são muitos os fatores que colaboram com a incidência de AVC. A infecção pela Covid-19 é um destes fatores. O coronavírus aumenta a coagulação do sangue, o que pode levar à formação de trombos, que eventualmente causam a trombose ou o AVC.

Além disso, o vírus também está relacionado a quadros inflamatórios, que podem agravar condições cardíacas ou colaborar com o desenvolvimento de diabetes. Dois dos fatores que aumentam os riscos de AVC.

Leia também: Covid-19 e tabaco: uma combinação perigosa

4. Há como prevenir e cerca de 90% dos casos poderiam ser evitados

Apesar de ser um problema de saúde grave, que em grande parte dos casos deixa sequelas ou leva ao óbito, estima-se que 90% dos casos podem ser prevenidos. Fazer o uso de anticoagulantes quando constatados problemas vasculares na família ou por meio de exames, previne 60% dos casos.

Tratar corretamente os problemas cardíacos e vasculares, com visitas recorrentes ao médico, também previne as chances de sofrer um AVC. A conscientização da população sobre os riscos do tabagismo, do álcool e das drogas, bem como uma política de redução de danos também é capaz de contribuir para a redução dos casos.

Praticar atividade física, dormir ao menos 7 horas por noite e a boa alimentação são outros fatores que previnem o AVC.

5. Tempo é um fator crucial: você precisa conhecer os primeiros sintomas

Quando falamos em AVC, quanto antes se iniciar o tratamento, maiores são as chances de sobreviver e diminuir a incidência de sequelas. Para isso, a informação é uma arma poderosa no combate. Veja os principais sintomas do AVC:

  • Paralisia corporal, geralmente apenas um lado do corpo.
  • Dificuldade para se comunicar.
  • Tontura e dificuldade em se locomover.
  • Alterações na visão e nos sentidos.
  • Desmaios ou “apagões”.

Mesmo um destes sintomas pode indicar um AVC. Muitas vezes, isolados, acabam passando despercebidos. Mas é preciso ter atenção, especialmente se você faz parte de algum dos grupos de risco. Procure o plantão médico imediatamente caso apresentar algum desses sintomas.

6. Ter alguém por perto que conhece os sintomas pode salvar a sua vida

Em 66% dos casos, quem percebe alguma alteração não é o paciente com AVC, mas alguém próximo. São essas pessoas que percebem que algo mudou, que a fala da pessoa pode estar diferente do habitual, que seu movimento está mais lento, entre outros sintomas. Por isso, é importante que todos conheçam os sintomas, para reconhecer em si ou nas pessoas próximas, para o atendimento ser realizado o mais rápido possível.

7. Apenas 30% dos pacientes chega ao atendimento nas primeiras horas

Apesar do tempo ser um fator crucial, apenas 30% dos pacientes percebem os sintomas neste período. Os médicos recomendam que o atendimento deve começar, no máximo, 3 horas após os primeiros sintomas. Esse tempo é crucial para evitar sequelas graves ou a fatalidade. Contudo, apenas em cerca de 22% dos casos o atendimento ocorre neste período. Por isso, cerca de 70% dos pacientes apresentam sequelas após a ocorrência.

8. 120 milhões de células cerebrais morrem por hora durante um AVC

Naturalmente perdemos muitas células cerebrais ao longo da vida. Contudo, a perda durante um AVC passa a acontecer de forma super acelerada. É como se o cérebro envelhecesse quase 4 anos em apenas uma hora. Portanto, quanto mais rapidamente os sintomas são identificados e o quadro é tratado, maiores as chances de recuperação plena.

9. Doenças do coração estão relacionadas com os casos de AVC

Pacientes que apresentam doenças do coração ou até mesmo pequenas alterações, como arritmias frequentes, devem ficar ainda mais atentos. Esse grupo apresenta até 5 vezes mais chances de sofrer um acidente vascular cerebral. No Brasil, as doenças cardíacas estão relacionadas a 20% dos casos de AVC.

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10. Reincidência: um a cada quatro pacientes que tiveram um AVC terão outro

Pacientes que já sofreram um AVC devem ter atenção. Se as medidas preventivas prescritas pelos médicos não forem tomadas, há muitas chances de ter um segundo e até mesmo terceiro AVC.

Após ter um AVC, não é tarde para começar a mudar o estilo de vida. Se não houveram sequelas graves, o paciente pode passar a se exercitar com frequência e com atividades físicas de nível moderado.

Após o primeiro AVC é preciso observar a alimentação e evitar bebidas alcoólicas ou o hábito do tabagismo. Em boa parte dos casos é receitado um ou mais medicamentos para a prevenção de novos coágulos ou hemorragia, dependendo do tipo de AVC. A medicação não deve ser suspensa sem a recomendação médica.

11. O AVC tem se tornado mais comum em pessoas na faixa entre 20 e 40 anos

Por mais que os idosos ainda sejam os mais atingidos, o AVC tem se tornado frequente nos mais jovens. De acordo com a Revista The Lancelot, durante a pandemia causada pela Covid-19, muitos jovens mudaram a sua rotina de trabalho ou de estudos. As mudanças causaram transformações no que diz respeito à qualidade vida e práticas relacionadas à saúde.

Durante esse período, boa parcela dos jovens analisados passaram a ter uma alimentação pouco nutritiva e deixaram de fazer atividades físicas. Distúrbios do sono e o aumento do estresse também foram relatados.

Outro motivo que influenciou nos casos é a relação com a infecção por covid-19. Como o vírus impacta na formação de trombos, está relacionado ao aumento dos casos de AVC do tipo isquêmico. Especialmente entre os grupos de risco, hipertensos, diabéticos, entre outros.

12. Uma das principais causas continua sendo a hipertensão

A hipertensão, conhecida popularmente como pressão alta, é uma das principais causas para o AVC. No Brasil, mais de 38 milhões de pessoas sofrem com a doença crônica. O tratamento consiste no uso de medicamentos receitados para cada caso, além de atividade física, controle do estresse e boa alimentação.

Mantenha seus exames em dia e faça um check-up ao menos uma vez por ano, especialmente se houver casos na sua família.

13. Recuperação: os 3 primeiros meses são os mais importantes

Quem sofreu um AVC e sobreviveu deve passar por uma equipe multidisciplinar para a sua recuperação plena. Neurologistas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais são indispensáveis para recuperar as funções cognitivas, de mobilidade, fala e outras que podem ser afetadas pelo episódio.

O período dos três primeiros meses é fundamental para o sucesso do tratamento. Quanto mais intensidade nos cuidados, maiores as chances de voltar a ter uma vida normal. Não abandonar a medicação receitada para a prevenção aumenta muito as chances de não sofrer um novo AVC

Conte com a teleconsulta!

Chegando ao final deste artigo certamente você percebeu que há diversas formas de se prevenir do AVC. Consultar ajuda médica é a mais efetiva delas e você pode fazer isso sem sair de casa. Agende agora mesmo uma consulta médica online com um de nossos especialistas ou utilize o plantão 24h.

 

Fontes:

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/10/29/7-fatos-sobre-o-avc-que-talvez-voce-nao-conheca-e-como-prevenir-se.htm
https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/por-que-o-numero-de-casos-de-avc-em-jovens-tem-aumentado-saiba-como-se-prevenir
https://saude.abril.com.br/medicina/11-coisas-que-voce-nao-sabe-sobre-o-avc/https://aps.saude.gov.br/noticia/12076
https://www.willianrezende.com.br/segundo-avc/
https://www.abneuro.org.br/2021/11/01/proporcao-de-jovens-que-morrem-de-avc-no-brasil-aumenta-em-2021-veja-sintomas/