A doação de sangue sofreu uma queda de 10% durante a pandemia no país e você pode ser um instrumento para mudar essa realidade!

Em tempos de isolamento social, as pessoas temem se expor e, por segurança, acabam saindo de casa apenas para realizar o estritamente necessário. Entretanto, queremos mostrar na publicação de hoje que doar sangue faz parte de uma das necessidades de nossa sociedade, sendo um meio importante de se salvar vidas e de contribuir com a saúde das pessoas que mais precisam desta rica substância.

Dados levantados pelo Ministério da Saúde apontam que o número de doadores no Brasil ainda é muito baixo, sendo que apenas 1,8% da população doa sangue regularmente. Apesar deste número estar dentro do parâmetro definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê de 1% a 3% de população doadora, há momentos no ano em que as doações caem muito, deixando os estoques de sangue praticamente vazios, em especial em períodos no inverno.

Enquanto isso, nos Estados Unidos e Europa, o índice é maior, variando entre 5 a 7%. Acredita-se que, em nosso país, o motivo dessa baixa estatística se dá por conta da falta de informação a respeito de como funciona o procedimento, quais seus benefícios ou até mesmo preconceito com receio de contaminação.

No Brasil, são realizadas em média cerca de 3 milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a pandemia, esse número caiu para 2,95 milhões, o que representa uma queda de aproximadamente 10%.

Em 2021, o Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 1,6 bilhão na Rede Nacional de Hematologia e Hemoterapia, número próximo do investido em 2020, quando os recursos para a rede somaram R$ 1,8 bilhão. De modo a evitar a escassez, as bolsas de sangue foram remanejadas entre os estados brasileiros, sendo que os que mais precisaram foram Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Amapá e Roraima.

Adotando um exemplo, veja o caso da Fundação Pró-Sangue, hemocentro público do Estado de São Paulo, que atende mais de cem instituições de saúde, como hospitais e clínicas. A entidade chegou a operar com 34% das reservas de sangue no mês de maio, tendo a situação melhorada em junho, quando os estoques atingiram 57%, mas como a doação e o uso das bolsas de sangue mudam a cada dia, a situação está ainda longe de ser considerada como confortável.

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Segurança reforçada para os doadores

O Ministério da Saúde salientou recentemente que os 137 hemocentros do país se prepararam para receber os doadores de sangue com medidas reforçadas de higiene e distanciamento social, além da realização do agendamento prévio para evitar aglomerações.

“Todos os hemocentros brasileiros têm adotado as medidas de higiene necessárias para a contenção da disseminação do vírus e estão preparados para receber os candidatos com segurança, disponibilizando condições de lavagem de mãos ou uso de antissépticos e realização de doação sem exposição a aglomerados de pessoas, por meio de agendamentos prévios de coleta e outras estratégias”, diz a nota do Ministério da Saúde, enviada para a imprensa.

Confira 5 benefícios da doação de sangue

Saiba agora de que forma a doação de sangue contribui para promover a saúde do doador e tenha a segurança de contribuir com o hemocentro mais próximo.

1. Doar sangue reduz o risco de doenças cardiológicas

A doação de sangue reduz a viscosidade do sangue, o que significa que quem doa se torna menos propenso a desenvolver doenças do coração. Isso acontece pois, durante esse processo, há uma espécie de limpeza sanguínea, uma vez que o nosso sangue é produzido na medula e é renovado a cada três ou quatro meses. Além disso, com a doação há uma renovação das células e, assim, as células velhas são renovadas, colaborando com a redução de certos tipos de câncer pela redução de oxidativos.

2. O doador realiza um check-up gratuito

Para que a doação seja realizada com segurança, antes dela, o indivíduo passa por uma série de exames para controle de qualidade. Esses exames permitem ao doador obter um panorama sobre a própria saúde sem precisar custear o valor dos exames. Essa vantagem é especialmente útil para aqueles que não contam com um plano de saúde particular.

Usualmente, os exames para doação de sangue incluem Sífilis, Hepatite B e C, Doença de Chagas, AIDS, assim como detecção para os vírus do HTLV I e II.

Com o resultado dos exames em mãos, os doadores são submetidos a uma entrevista, que se trata de um questionário comportamental para identificar infecções anteriores, histórico clínico e possíveis comportamentos de risco.

3. Doar sangue não é prejudicial ao organismo

Há diversos mitos acerca da doação de sangue, por isso, é importante esclarecer algumas questões. Dentro de 24 horas após a doação de sangue, o volume coletado é reposto pelo organismo.

Durante a doação são coletados 450 ml de sangue, o qual corresponde a 10% do sangue total de um indivíduo adulto.

Da mesma forma que não há prejuízo em relação ao volume de sangue, sua densidade também não é alterada. Outro mito popular é de que o sangue fica mais fino ou até mais grosso após a doação, contradizendo o princípio natural de renovação celular.

Há ainda quem diga que a doação de sangue pode engordar ou até emagrecer o doador com facilidade, contudo não há nenhuma evidência científica que comprove essa ideia, sendo uma questão descartada.

4. Doar sangue é seguro

Durante a coleta de sangue não há riscos de que o doador contraia doenças infecciosas, uma vez que o material utilizado é estéril e submetido a rigorosos testes e medidas de biossegurança.

Ainda, como citamos anteriormente, o indivíduo passa por uma batelada de exames e por entrevista com especialistas, a fim de identificar quadros de risco entre os doadores e descartar a possibilidade da utilização daquele material.

5. O ato de solidariedade reflete no bem-estar físico e mental

Você sabia que uma bolsa de sangue pode salvar a vida de até quatro pessoas? Após a coleta, o sangue é fracionado em componentes sanguíneos, tais como concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e plasma.

Por se tratar de um ato solidário, a prática da doação de sangue também auxilia no bem-estar emocional do doador, trazendo satisfação em fazer o bem à sociedade.

Leia também: As 10 principais doenças crônicas no Brasil

Respondendo às principais dúvidas:

1. Quem tomou a vacina contra o Coronavírus pode doar sangue?

Sim. Quem já se vacinou contra a Covid-19 também pode doar sangue respeitando o período de acordo com o imunizante recebido. Para quem tomou AstraZeneca, Pfizer ou Janssen pode estar doando sangue após sete dias da imunização. No caso da Coronavac, é preciso que o doador espere 48 horas para doar.

2. Quais são os requisitos para se doar sangue?

  • Portar documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista ou carteira do conselho profissional).
  • Estar em boas condições de saúde.
  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos.
  • Pesar no mínimo 50 Kg.
  • Não estar em jejum. Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação.
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas.
  • Se fez tatuagem e/ou colocou piercing, aguardar de 6 a 12 meses para realizar a doação (conferir dado no hemocentro mais próximo)
  • Não possuir piercing na língua e/ou na região genital ou 1 ano após a retirada.
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses.
  • Não ter tido gripe ou resfriado nos últimos 30 dias.
  • Não ter tido Sífilis, Doença de Chagas ou AIDS.
  • Não ter diabetes em uso de insulina.
  • Aguardar 48h para doar, caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

3. Quais situações impedem a doação de sangue?

  • Febre acima de 37°C
  • Gripe ou resfriado
  • Gravidez
  • Pós-parto (90 dias após o parto normal e 180 dias após a cesariana)
  • Amamentação (até 1 ano após o parto)
  • Uso de alguns medicamentos
  • Anemia
  • Cirurgias
  • Extração dentária (7 dias)
  • Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina
  • Transfusão de sangue: impedimento por 1 ano

*Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

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