De acordo com pesquisa, 77% dos brasileiros se automedicam, um número que alerta para os graves riscos que esse mau hábito pode gerar.

Um estudo realizado em 2019 pelo Conselho Federal de Farmácia – CFF, por meio do Instituto Datafolha, levantou dados alarmantes sobre o costume dos brasileiros de se automedicarem: 77% da população fizeram o uso de medicamentos nos últimos 6 meses sem prescrição médica, sendo que 47% se automedica ao menos uma vez ao mês, e 25% todos os dias ou uma vez por semana. As mulheres são a maioria (53%) a consumirem medicação sem prescrição em torno de uma vez por mês.

Na ocasião, foi detectado também uma outra modalidade de automedicação, em que o paciente altera a dose receitada pelo médico por vontade própria e sem orientação. Isso foi relatado por 57% das pessoas entrevistadas, sendo que 37% contou que reduziu a dose de algum medicamento prescrito alegando que o remédio poderia fazer mal, que a doença já estava sob controle ou que o custo do remédio era muito alto.

Além disso, observou-se que 22% dos entrevistados tiveram dúvidas em relação à dose prescrita, ao tempo de uso do remédio e às contraindicações ou efeitos colaterais presentes na bula, sendo que esta, junto com a internet, mostraram ser uma fonte de informação muito buscada por eles. Ainda, 61% dos participantes contou que adota a automedicação por já ter consumido o medicamento anteriormente, e 25% que foram influenciados por pessoas próximas na escolha de qual remédio tomar, como familiares, amigos e vizinhos.

Para o cardiologista, Dr. Carlos Camargo, CEO da Brasil Telemedicina – empresa responsável pelo Médico24hs, é fundamental encontrar medidas que minimizem o hábito do brasileiro se medicar por conta própria, e que é importante que as pessoas compreendam que estão correndo riscos com essa escolha.

“É urgente que a população entenda os danos que a automedicação podem causar à sua saúde, sendo uma opção arriscada, que não vale a pena. Vou repetir o que sempre alerto para que meus pacientes: ao sinal de qualquer queixa, busque sempre orientação médica de profissionais qualificados, após um diagnóstico seguro de sua condição.

Cada pessoa possui características metabólicas diferentes, ou seja, a absorção e a excreção do medicamento dependem do bom funcionamento de nossos órgãos, e as doses devem ser receitadas de forma individualizada.

Agora, com a telemedicina, não há desculpas para se procurar suporte médico rapidamente, pois temos, em nossa plataforma, médicos de plantão 24 horas e profissionais de diversas especialidades disponíveis para o agendamento de consultas à distância”, levanta o médico.

Como exemplo dos malefícios gerados pela consumo de remédios sem indicação médica, um estudo da revista científica European Heart Journal associou o uso dos anti-inflamatórios diclofenaco e ibuprofeno a riscos de infarto. Conforme divulgado na publicação, o ibuprofeno pode aumentar em 30% o risco de parada cardíaca, e o diclofenaco chega a 50%. Assim, quem tem uma doença cardiovascular, como hipertensão, deve cuidar ainda mais da utilização exagerada de medicamentos, assim como idosos, crianças e pessoas com outras doenças crônicas, como diabetes, insuficiência hepática e renal.

As principais complicações que podem surgir com a automedicação

Não é novidade que todo remédio pode gerar efeitos colaterais em nosso organismo, muito especialmente se consumidos de forma incorreta. Portanto, confira quais são as possíveis consequências desse hábito:

1. Intoxicação

O consumo inadequado de remédios pode levar à superdose da substância no organismo, o que acaba em uma intoxicação, com ineficácia no tratamento e risco de morte.

2. Interação medicamentosa

Quando um remédio é consumido junto com um    outro que o paciente já utiliza de forma contínua, o novo medicamento pode potencializar ou anular os efeitos do primeiro.

3. Dependência

Há substâncias que levam ao vício se tomadas na dose e no tempo inadequados, o que acontece de forma bastante comum e preocupa os médicos.

4. Reação alérgica

A ingestão de medicação não indicada por um médico que analisou atentamente o seu quadro clínico e histórico de saúde pode causar reações inesperadas no organismo, como a alergia.

5. Alívio de sintomas que mascaram a real doença

Ao consumir um remédio para alívio imediato de algum mal-estar, é possível esconder a principal causa daquele sintoma, o que afeta no diagnóstico adequado da doença e no tratamento necessário.

6. Resistência medicamentosa

O uso frequente de uma medicação promove o aumento da resistência do nosso organismo àquela substância, o que, futuramente, vai atrapalhar no tratamento de doenças futuras que necessitam daquele mesmo remédio.

7. Acúmulo de remédios em casa

Quem não tem uma caixinha de remédios guardada no armário ou em uma gaveta? Pois é, isso é perigoso, devido a diversos fatores:

  • Ingestão de medicamentos vencidos
  • Confusão entre remédios
  • Ingestão acidental pelas crianças
  • Ineficácia no resultado do tratamento, devido ao mau armazenamento da medicação

Como a telemedicina pode ajudar?

As teleconsultas – ou consultas médicas virtuais, já eram uma realidade, que foi potencializada e liberada pelos órgãos regulamentadores para apoio à pandemia do coronavírus. Com isso, nunca foi tão fácil se consultar com um médico, seja para tirar dúvidas com um plantonista ou agendar com um profissional de determinada especialidade em nossa plataforma Médico24hs.

Diretamente do seu celular ou computador, de onde você estiver e em qualquer horário, agora você encontra ajuda médica sem precisar sair de casa. Além disso, emitimos receitas médicas digitais – de tarjas branca e vermelha, como antinflamatórios e antibióticos, assim como atestados médicos e o pedido de exames.

“Enfatizo a orientação para que as pessoas não consumam medicamentos sem indicação médica, pois remédio não é um produto qualquer. Seu uso pode trazer danos à saúde e requer controle. Por isso, conte com nossa equipe médica online quando tiver uma queixa ou uma dúvida. Nossa teleconsulta é realizada em uma plataforma que oferece segurança e sigilo dos dados, profissionais capacitados e o acesso rápido ao suporte médico”, conclui Dr. Carlos Camargo.

Assim que você precisar de ajuda, acesse nosso site e fale com um médico. Queremos cuidar de você e sua família!

Brasil Telemedicina

Autor Brasil Telemedicina

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