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Saúde

Diabetes gestacional: 18 dúvidas frequentes

A gestação é um momento de transformações e durante este período a futura mamãe pode ter algumas complicações, como é o caso da diabetes gestacional.

A condição pode ser prevenida e apresenta alguns sintomas que devem ser relatados no pré-natal. Por isso é tão importante se informar, bem como acompanhar a gestação com exames periódicos.

A seguir, entenda o que é a diabetes gestacional e veja 18 dúvidas frequentes sobre o tema.

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O que é diabetes gestacional?

A diabetes gestacional, assim como os demais tipos de diabetes, é o aumento dos níveis de açúcar no sangue. A diferença é que durante a gestação, o quadro tem outras causas. Durante este período, há uma resistência à insulina no organismo da gestante. Isso acontece porque os hormônios da gestação influenciam na atuação da insulina, o que leva 7% das gestantes a desenvolverem o quadro.

O problema costuma aparecer na reta final da gravidez, a partir do início do terceiro semestre de gestação. A seguir, solucione suas dúvidas sobre o tema.

1. Por que o diabetes pode aparecer na gestação?

A gestação é um período de grandes transformações, especialmente em relação aos hormônios produzidos. A placenta produz uma série de hormônios durante a gestação e estes podem acabar bloqueando a ação da insulina. A insulina, por sua vez, é uma substância produzida pelo pâncreas, responsável por metabolizar o açúcar. Com sua ação bloqueada, a mulher pode desenvolver o diabetes.

Na maior parte das gestantes, o pâncreas passa a produzir mais insulina para lidar com os bloqueios. Contudo, em alguns quadros a produção de insulina se torna insuficiente e é então que a paciente sofre com o que é conhecido como diabetes gestacional.

2. Quais são os principais sintomas observados?

Os sintomas são difíceis de observar, já que podem ser confundidos com os sintomas da própria gestação. Fadiga, aumento do apetite e mais idas ao banheiro para fazer xixi são sintomas tanto da diabetes gestacional, como da gestação. Por isso, é importante fazer o exame durante o pré-natal.

3. Como é realizado o diagnóstico da doença?

Assim como nos demais tipos de diabetes, o diagnóstico é realizado por meio do exame de sangue. Geralmente o exame é feito a partir da 24ª semana de gravidez, mas nem sempre ele é recomendado pelos médicos. Em muitos casos, é mais recomendado quando a gestante já apresenta uma propensão ao desenvolvimento da doença.

O crescimento exagerado do bebê e o aumento no volume do líquido amniótico, constatados na ultrassom são outros sinais que podem indicar a diabetes.

4. Há grupos de mulheres mais propensas a desenvolver a doença?

Sim, há algumas mulheres que devem fazer o exame durante por serem grupos de risco para o desenvolvimento. É o caso de pacientes obesas, que ganharam muito peso durante a gravidez, com histórico de diabetes na família ou que possuem ovários policísticos. Vale o alerta também para as pacientes que tiveram um bebê com excesso de peso na gestação anterior.

5. Como é realizado o tratamento?

É possível controlar o nível de açúcar no sangue apenas com dieta e atividade física, caso a paciente não tenha nenhuma contraindicação médica. Apenas em poucos casos é realizada a aplicação de insulina, quando os níveis de açúcar estão muito alterados. O tratamento é seguro para a gestante e para o bebê, sem contraindicações.

6. A grávida diabética pode contrair infecções com mais facilidade?

Se o tratamento é feito de forma correta e os níveis de açúcar no sangue estão controlados, não. Infecções só são facilitadas em casos em que o tratamento não é realizado e os níveis de açúcar estão muito altos.

7. E quem já era diabética antes da gravidez? Quais os cuidados necessários?

A paciente que já era diabética deve ter alguns cuidados no período. O uso de medicamentos hipoglicemiantes é contraindicado no período de gestação e deve ser trocado pela insulina antes mesmo da gestação. Altas taxas de açúcar no sangue podem causar problemas na formação do feto e por isso as pacientes diabéticas devem planejar a gestação.

Controlar a alimentação e fazer atividade física também são recomendações para essas pacientes.

8. O bebê corre algum risco quando a mãe possui diabetes gestacional?

O diabetes gestacional pode sim trazer riscos para o bebê, já que dois terços da glicose da mãe passa para o bebê. A glicose extra no organismo do bebê causa uma sobrecarga no pâncreas, que passa a produzir mais insulina para compensar. A insulina, por sua vez, é um hormônio que promove o crescimento de órgãos e tecidos e esse excesso influencia no desenvolvimento do bebê.

O excesso de insulina gera um crescimento acima da média, podendo causar sobrepeso no bebê. Mas quando a diabetes está controlada, os riscos são baixos.

9. A gestante com diabetes pode comer doces de vez em quando?

Um dos principais tratamentos para a diabetes gestacional é cuidar da alimentação. Portanto, é preciso que a gestante siga as recomendações médicas a partir da evolução do seu quadro. Quando a situação está controlada, é possível sim consumir doces e outros alimentos que aumentam o açúcar no sangue, desde que sem exageros.

10. Como saber se a diabetes gestacional está controlada?

Apenas exames de glicose são capazes de detectar os níveis de açúcar no sangue e indicar se o tratamento está controlando a doença. Por isso é tão importante realizar o pré-natal, para que esses e outros exames atuem não só no diagnóstico, mas no controle das possíveis complicações.

11. Há alguma recomendação especial para o momento do parto?

Os cuidados com a diabetes gestacional envolvem cuidados antes ou durante a gestação. Ter ou não diabetes gestacional não é um fator que impede o parto natural ou que traz a recomendação da cesariana. A decisão é feita levando em consideração uma série de fatores, incluindo o desejo da própria gestante.

Contudo, o tamanho e peso do bebê são fatores importantes para a escolha. Se ele for muito grande e pesado, o parto normal é dificultado e em alguns casos deixa de ser recomendado. Mas fora essa situação e em casos controlados, os procedimentos no parto são os mesmos das situações consideradas normais.

12. O diabetes gestacional desaparece após a gravidez?

Sim, os níveis de açúcar no sangue tendem a normalizar em poucos dias após o parto.

13. Há restrições para amamentar?

Não. Nos primeiros dias o leite da mãe vai ter um índice glicêmico um pouco mais elevado, mas isso não é um problema. Nos próximos dias tende a normalizar. A amamentação materna, especialmente nos primeiros dias, tem um papel importante para o desenvolvimento do bebê e não deve ser evitada por esse motivo.

14. E quais os cuidados com o bebê após o nascimento?

A equipe médica deve ter conhecimento sobre o diabetes gestacional da mãe. Isso porque o organismo do bebê está acostumado a receber altas doses de açúcar e, ao nascer, pode sofrer com uma perda brusca, um quadro conhecido como hipoglicemia. Diante deste quadro, o bebê pode receber medicação para equilibrar o açúcar no sangue.

15. O diabetes gestacional pode trazer problemas para o bebê? Quais?

Um bebê “gordinho” muitas vezes é considerado saudável, mas nem sempre a aparência demonstra saúde de fato. Os bebês de gestantes que não tiveram acompanhamento do seu diabetes podem desenvolver obesidade infantil e apresentar órgãos maiores do que o comum. Um bebê com um coração maior que o normal pode apresentar dificuldades para bombear o sangue e desenvolver problemas de circulação.

As crianças também podem desenvolver problemas de respiração. Por conta do seu crescimento exagerado, o corpo sofre um descompasso durante a adaptação. A insulina exagerada também pode causar hipertensão pulmonar.

16. A criança tem mais chances de desenvolver diabetes no futuro?

Sim. Diabetes é uma condição hereditária e o bebê corre o risco de desenvolver esse problema futuramente. Além disso, a criança também terá mais chances de desenvolver obesidade. Contudo, o quadro depende de outros fatores, como hábitos alimentares e estilo de vida. É preciso estimular a alimentação saudável e a prática constante de atividades físicas.

17. Já tive diabetes gestacional: tenho mais chances de desenvolver o quadro novamente?

Sim. Provavelmente se a mulher já teve diabetes gestacional uma vez, terá nas próximas gestações. Isso acontece porque o pâncreas já apresentou sinais de que fica sobrecarregado com o excesso de açúcar no organismo. Essa gestante terá 6 vezes mais chance de desenvolver diabetes gestacional.

18. É possível prevenir o diabetes gestacional?

Com certeza. Se a gestante já faz parte dos grupos mais propensos a desenvolver o diabetes, a prevenção começa antes da gravidez. É preciso que a gestação seja planejada e que se siga uma dieta saudável evitando doces, frituras, alimentos ultraprocessados, entre outros. É recomendada também a prática constante de atividade física.

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Fontes:
https://bebe.abril.com.br/gravidez/20-questoes-sobre-o-diabete-gestacional/
https://www.trocandofraldas.com.br/alimentacao-diabetes-gestacional/