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Saúde

Sinais de doenças na menstruação e suas principais causas

By 01/04/2022abril 17th, 2022No Comments

As doenças na menstruação provocam irregularidades no ciclo menstrual. Confira as principais razões que levam a distúrbios dessa natureza.

A menstruação é um dos fenômenos fisiológicos que fazem parte da vida da mulher, desde a puberdade até a menopausa. Corresponde ao período da fertilidade, uma vez que o ciclo menstrual ocorre para que a mulher possa gestar.

No entanto, ela é bastante particular para cada uma: nem todas possuem um ciclo regular, as doenças na menstruação (ou distúrbios menstruais) são bastante prevalentes. Ter informação sobre o assunto é essencial para buscar o tratamento adequado e preservar não apenas a fertilidade, mas também a qualidade de vida.

A seguir, saiba quais são os sinais de doenças na menstruação para ficar atenta.

Leia também: Saiba o que é a TPM e como conviver com ela de forma saudável

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Doenças na menstruação: o que são?

As doenças relacionadas à menstruação, também conhecidas como distúrbios menstruais, são as alterações anormais no ciclo menstrual. Essas irregularidades podem se dar na periodicidade do ciclo (o normal é considerado de 28 a 35 dias), na duração do sangramento (que esteja fora do padrão de 3 a 8 dias) ou até mesmo no volume de sangue.

Nesse sentido, os casos mais frequentes são:

  • Menorragia: aumento do volume do fluxo menstrual de forma excessiva;
  • Metrorragia: aumento do número de dias de fluxo menstrual;
  • Menometrorragia: aumento do volume do sangramento e dos dias de fluxo;
  • Oligomenorreia: quando a mulher não menstrua todos os meses;
  • Amenorreia: interrupção da menstruação sem que haja fatores naturais que justifiquem isso, como seria a menopausa ou uma gestação.

Sinais de doenças na menstruação

Esses desequilíbrios no ciclo menstrual podem ser consequência de uma série de problemas, como veremos a seguir. Por isso, é muito importante que eles sejam identificados e tratados precocemente. Até mesmo para evitar consequências, como por exemplo, um quadro de anemia causado pelo sangramento excessivo.

Para que essa intervenção precoce seja possível, é importante que todas as mulheres saibam perceber os sinais de uma doença na menstruação. E, principalmente, a diferença entre um distúrbio e pequenas alterações que podem ser normais no ciclo. Afinal, o ser humano não é matemática exata!

Entre os maiores sinais de doenças na menstruação, estão os seguintes:

Mudanças no ciclo menstrual

Um ciclo menstrual regular é considerado de 28 a 35 dias. Esse é o intervalo que deve existir entre o primeiro dia de cada fluxo menstrual consecutivo. Na puberdade, isto é, nos primeiros meses em que a mulher está menstruando, é normal que a duração do ciclo não seja estável. Com o passar do tempo, a ideia é que ele vá seguindo um padrão.

O primeiro sinal para se atentar, portanto, são mudanças nesse ciclo. Por exemplo: uma mulher que sempre teve um ciclo de 28 dias, de repente, começa a passar para 30, 35, 40 dias e assim por diante. Muitas vezes, isso ocorre de forma gradativa. Por isso é tão importante ter o registro do ciclo para fazer esse comparativo.

Cólicas frequentes

Durante o ciclo menstrual, é comum que a mulher sinta cólicas em consequência da liberação de prostaglandina, uma substância que prova contrações no útero que vão liberar o endométrio durante a menstruação. No entanto, quando a cólica é muito intensa, chegando a ponto de se tornar incapacitante, merece atenção.

Se a cólica vem acompanhada de outros sinais, como náusea, vômito, diarreia, sensação de fadiga e fraqueza, dores de cabeça intensa e desmaios, ela também pode estar associada a uma doença na menstruação e precisa ser investigada.

Sangramento excessivo

Outro sinal que pode indicar doenças na menstruação é a perda de muito sangue durante o ciclo. Considera-se normal um fluxo de até 80 ml de sangue por menstruação.

Mas como mensurar essa quantidade? Depende do método utilizado: os coletores vêm com indicativo da sua capacidade. Um absorvente externo normal tem cerca de 5 ml de sangue enquanto um absorvente noturno, cerca de 15 ml. Portanto, para saber se o volume está dentro dos parâmetros, é preciso observar atentamente.

Quando o sangramento forma muitos coágulos, possivelmente há um fluxo excessivo, afinal, em cada coágulo, há uma quantidade de sangue relativamente grande sendo eliminada.

Se você não consegue utilizar os recursos “normais” para conter o sangramento, fique atenta. Por exemplo: mulheres que precisam colocar absorvente noturno mesmo durante o dia e trocando com frequência, ou aquelas que chegam a colocar dois absorventes de uma única vez para evitar vazamentos, podem estar com um fluxo além do normal.

É importante ressaltar, no entanto, que o uso de determinados métodos anticoncepcionais podem interferir no que é considerado normal em termos de fluxo sanguíneo. Por isso, converse com o seu médico.

Menstruação prolongada

Normalmente, cada menstruação dura de 3 a 8 dias, sendo que nos primeiros dias, o fluxo tende as ser mais baixo. Caso ela seja superior a esse período, é preciso prestar atenção. Especialmente se isso acontece com frequência. Uma menstruação de 10 dias, mas uma única vez, nem sempre vai ser um indicativo de doença, mas isso não pode se tornar um padrão.

Mesmo que após os 8 dias o fluxo continue com aquele aspecto de “borra de café”, que praticamente não atrapalha em nada no dia a dia, isso também é considerado uma menstruação prolongada. Ou seja: não é apenas um sangramento intenso e por muitos dias que deve ser um sinal de alerta.

Ausência de menstruação

A amenorreia é caracterizada pela ausência de menstruação por três ciclos menstruais ou por seis meses seguidos. Ela é normal em alguns contextos bem específicos, como na gestação ou na menopausa. Inclusive, durante a pré-menopausa, é comum que a mulher menstrue em alguns ciclos e outros não, porque o corpo está interrompendo gradativamente esse mecanismo.

Mas para quem não se enquadra em nenhuma dessas duas situações anteriores, a amenorreia também é um possível sinal de doença na menstruação. Veja: ficar sem menstruar por apenas um ciclo não deve ser motivo para pânico, mas se isso se repete, é importante consultar um médico.

Esse é outro ponto que pode ser afetado pelo uso de anticoncepcionais, então converse com seu médico para saber o que pode ou não ser considerado normal no seu caso.

Sintomas mentais e emocionais

A TPM é uma velha conhecida de todas as mulheres. Ficar mais sensível nos dias que antecedem o fluxo menstrual, ansiosa ou com a irritabilidade elevada pode ser bastante normal, mas desde que essas emoções ocorram em uma intensidade controlada.

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) pode ser considerado um agravamento da TPM e é marcado por sintomas como:

  • Depressão;
  • Raiva e irritabilidade;
  • Sensação de angústia e desesperança;
  • Apatia e letargia;
  • Inquietação;
  • Distúrbios do sono;
  • Alterações de apetite;
  • Constipação intestinal;
  • Palpitação;
  • Vertigem.

Tudo isso se manifesta a ponto de comprometer a qualidade de vida da mulher e a execução de suas tarefas rotineiras. Nesse caso, também merece uma investigação mais aprofundada. Sofrer com a chegada da menstruação nesse nível é algo que não pode ser normalizado.

E até mesmo as mulheres que têm sintomas considerados comuns de TPM, também podem conversar com o médico para saber o que podem fazer para aliviá-los.

Leia também: Colesterol alto atinge mais de 40% da população e aumenta os riscos de doenças

Causas das doenças na menstruação

Mas afinal, o que pode estar por trás de todos esses sintomas? As doenças na menstruação podem ter inúmeras causas, decorrentes de alterações físicas, hormonais e até mesmo psicológica. As principais razões que levam a distúrbios dessa natureza são:

  • Presença de cistos, tumores e miomas no útero e ovários;
  • Síndrome do Ovário Policístico (SOP);
  • Alterações no funcionamento da tireoide (como hipotireoidismo e hipertireoidismo);
  • Hiperandrogenismo;
  • Aumento do hormônio prolactina;
  • Menopausa precoce;
  • Estresse acentuado e/ou vivenciado por longos períodos;
  • Transtornos alimentares, como a anorexia.

O tratamento das doenças da menstruação consiste justamente em identificar a causa e trabalhar em cima dela. Assim, essas anormalidades no ciclo menstrual tendem a ser regularizadas.

É importante que as mulheres compreendam que as doenças na menstruação não causam apenas um desconforto todos os meses, quando chega o período do fluxo. Dependendo da causa que estiver por trás, a falta de tratamento pode levar a complicações, desde a anemia até a infertilidade.

Por isso, algumas dicas essenciais para colocar em prática são:

  • Informe-se sobre o assunto, leia, pesquise. A menstruação faz parte da saúde e da vida mulher, portanto, não pode mais ser vista como um tabu;
  • Aprenda a observar o seu corpo! Você sabe responder de quantos dias é o seu ciclo, por exemplo? Se não sabe, é um indício claro de que você não está se ouvindo. Anote os dias, preste atenção na forma como você se sente durante o ciclo, anote aquilo que você perceber fora do padrão;
  • Nas consultas ginecológicas, converse com o seu médico sobre as suas anotações e sobre a sua percepção. Ele pode lhe ajudar a entender o que é normal e o que precisa ser investigado de acordo com a sua realidade. Como mencionamos, o uso de anticoncepcionais é um fator que pode provocar alterações.

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