Confira por que o colesterol alto é um tema urgente em ser solucionado, para estabelecer o bem-estar de mais de 18 milhões de brasileiros que estão em risco eminente de desenvolver complicações.

Mas o que é colesterol?
Aumento no número de crianças com colesterol alto
Quais são os principais riscos do colesterol alto
Por dentro das causas, sintomas e tratamentos do colesterol ruim
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De acordo com o Ministério da Saúde, quatro em cada dez adultos apresentam o nível de colesterol elevado, o equivalente a cerca de 18,4 milhões de pessoas, que correm o risco de ter algum problema agudo a qualquer momento. Em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, foi levantado que não saber sua própria taxa de colesterol é comum em nosso país, conforme respondido por 67% dos entrevistados que assumiram não ter essa resposta.

O colesterol alto é uma das doenças cardiovasculares mais comuns e, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, nos primeiros quatro meses de 2020, o Brasil registrou cerca de 104 mil mortes em decorrência de alguma doença relacionada ao aparelho cardiovascular, o que significa cerca de um óbito a cada 90 segundos.

Os números levantados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) são ainda mais críticos: de acordo com a entidade, 61,5% das pessoas possuem hipercolesteromia no Brasil, sendo um importante alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares.

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Mas o que é o colesterol?

O colesterol é um tipo de gordura encontrado em nosso organismo. Ele é o componente estrutural das membranas celulares em nosso corpo e está presente em diversos órgãos, como cérebro e coração. Cerca de 70% do colesterol é produzido por nosso corpo, no fígado, enquanto os 30% restantes são provenientes da alimentação. Quando consumimos grande quantidade de gordura, o fígado produz colesterol em excesso e esse adicional eleva os níveis normais para uma marca que não é saudável.

O colesterol é transportado em nosso sangue de diferentes formas, através das lipoproteínas. A porção do colesterol LDL (Low-density-lipoprotein/lipoproteína de baixa densidade), também conhecido como mau colesterol, transporta o colesterol, inclusive dos alimentos, para o organismo. Já a porção do colesterol HDL (High-density-lipoprotein/Lipoproteína de alta densidade), também denominada de bom colesterol, remove o colesterol da corrente sanguínea.

Para você entender melhor, nosso organismo usa esse componente para produzir alguns hormônios, como o estrogênio e o cortisol. Existem 4 tipos de colesterol, o LDL, HDL, o VDLD e o Total, conforme explicado abaixo:

  1. HDL, “o bom colesterol”: é uma lipoproteína de alta densidade, que pode remover o colesterol das artérias e transportá-lo para o fígado para excreção.
  2. LDL, “o colesterol ruim”: promove a deposição de gordura na parede arterial, equivalente a 75% do colesterol total em circulação no sangue. Quanto maior o LDL-C, maior o risco de doenças cardiovasculares.
  3. VLDL: O VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa), assim como o LDL é considerado também como ‘colesterol ruim’, por ser uma lipoproteína de densidade muito baixa. Sua principal função é transportar colesterol e triglicerídeos do fígado para outros tecidos. Quando liberadas do fígado, as partículas de VLDL passam por uma série de transformações na corrente sanguínea, liberando triglicerídeos para armazenamento no tecido adiposo ou como fonte de energia.
  4. Colesterol Total: Os níveis elevados dessa gordura são chamados de dislipidemias. Por muito tempo, os médicos usaram o valor do colesterol total para avaliar o grau de dislipidemia, e esse valor é apenas a soma dos níveis sanguíneos de HDL, LDL e VLDL.

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Aumento no número de crianças com colesterol alto

Segundo estudo com 13 mil crianças apresentado nos Estados Unidos durante a conferência anual da American College of Cardiology, cerca de um terço delas apresenta níveis elevados ou no limite de colesterol. Esse número expressa o potencial risco de que elas tenham colesterol alto na vida adulta.

Outro ponto que requer atenção é a obesidade, que também avança no Brasil entre nossas crianças e adolescentes. Um levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra o crescimento de 6,5 vezes da obesidade em meninos e meninas de 5 a 9 anos desde 1974. Atualemente, o problema atinge 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas.

De forma mais detalhada, conforme divulgado pelo HCor – Hospital do Coração, se considerarmos o excesso de peso (um nível intermediário entre o peso ideal e a obesidade) é possível afirmar que 34,8% das crianças na faixa etária citada está acima do peso. Em jovens de 10 a 19 anos, o índice também é alto, de quase 22%. Como o risco do jovem obeso se tornar um adulto obeso é maior, o quadro de 60% da população adulta acima do peso pode piorar nos próximos anos.

O excesso de peso favorece doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia e outras variações metabólicas graves, consideradas fatores de risco relevantes para doenças cardiovasculares. Por isso, os médicos temem uma epidemia de infartos nos próximos anos.

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Quais são os principais riscos do colesterol alto

Como citado amplamente neste artigo, o colesterol alto está diretamente relacionado a doenças cardiovasculares. Por exemplo, a hipercolesterolemia (aumento da concentração de colesterol no sangue) aumenta o risco de aterosclerose, causada pelo excesso de gordura na corrente sanguínea, e, consequentemente, doenças nas artérias coronárias. Confira abaixo quais são os 3 riscos principais:

1. Pressão alta

Devido o do acúmulo de gordura nas artérias, ocorre a diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos e, consequentemente, o sangue passa com maior pressão por essas áreas.  Essa atividade é conhecida como pressão alta ou hipertensão. É uma doença crônica, considerada de gravidade,  pois não costuma apresentar sintomas, somente em nível crítico, quando a pessoa está em risco de falência cardíaca.

2. Infarto

O infarto ocorre pela falta sangue nos vasos sanguíneos, o que pode levar à morte do tecido por falta de oxigenação. Isso acontece quando um vaso fica obstruído, no caso do colesterol alto por gordura, e o sangue não consegue chegar ao coração. Seu principal sintoma é dor no peito ao fazer esforço, mas pode ocorrer em qualquer momento.

3. AVC

O AVC ou Acidente Vascular Cerebral é uma possível complicação do colesterol alto. Ele ocorre quando um vaso sanguíneo do cérebro encontra-se obstruído e o sangue não consegue chegar a essa região. A falta sanguínea no cérebro é conhecida como AVC isquêmico e pode causar a morte do tecido nervoso, levando à paralisia de um lado do corpo, dificuldade de fala e alimentação.

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Por dentro das causas, sintomas e tratamentos do colesterol ruim

O colesterol alto é uma doença silenciosa, sendo que a única maneira de saber seu nível é por meio de um exame de sangue. Por isso, é fundamental realizar check-ups de saúde periódicos, a fim de levantar como está o seu organismo de forma preventiva e em estágios iniciais.

Existem inúmeros fatores que promovem o colesterol alto. Alguns são modificáveis, pois estão relacionados ao estilo de vida pessoal, tais como dieta ou atividade física. Outros, são inerentes e imodificáveis, como o fator genético. De maneira geral, as principais causas são:

  • Sexo e Idade
  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Elevado consumo de bebidas alcoólicas
  • Sedentarismo

Atitudes simples auxiliam na redução de colesterol e contribuem com o bem-estar do paciente, de modo que, para reverter esse quadro, é importante desde cedo que as pessoas incorporem hábitos saudáveis, como a adoção de uma boa alimentação e a prática regular de exercícios físicos. Isso porque se a criança ou o adolescente incorporar isso cedo, a chance também é maior dele escolher um estilo saudável também na vida adulta.

É recomendável que a dieta do paciente seja rica em gordura insaturada e pobre em gordura saturada, lembrando que todos os alimentos de origem animal tem colesterol, o que torna fundamental o consumo de vegetais, frutas e grãos para combater essa doença.  Se você é diabético, preste ainda mais atenção aos alimentos que consome, pois o risco de aterosclerose é três a quatro vezes maior do que os dos pacientes não diabéticos.

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