Pediatras afirmam em pesquisa que 88% das crianças tiveram alterações comportamentais durante este período providencial de confinamento com a família.

Por conta da pandemia, a necessidade das crianças permanecerem junto com os pais, na segurança de suas casas, foi uma medida que modificou completamente o cotidiano das famílias, trazendo efeitos na vida de todos os envolvidos nessa nova realidade e a busca por organização para sanar efeitos negativos gerados pelo confinamento.

Médicos plantonistas na palma da sua mão

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Neste cenário, as crianças precisaram deixar de ir às aulas presenciais nas creches e escolas. Além disso, por fazerem parte do grupo de risco, a orientação foi cuidar da saúde dos avós que, em sua maioria, não puderam contribuir com o monitoramento dos pequenos. Assim, pais que estão trabalhando no esquema de homeoffice estão claramente sobrecarregados, uma vez que precisam lidar com diversas questões em tempo integral, como a vida profissional, os afazes domésticos, os cuidados com os filhos, as precauções com a vida financeira do lar, a falta de contato com outras pessoas e a saída restrita de casa. Uau, é mesmo uma maratona para os adultos!

Já as crianças, são também grandes vítimas desse processo. É preciso olhar com os olhos delas para entender o quanto perderam neste momento. Imagine que elas passaram a não ter mais contato físico com seus pares, pequenos com a mesma idade e que tanto apoiam no seu desenvolvimento – tendo que conviver quase que o tempo todo apenas com adultos, além de serem privados do contato com o mundo externo, seus professores, espaços ao ar livre divertidos das escolas e parentes que faziam parte do seu dia-a-dia. Não é nada fácil para eles, e normalmente eles sequer saibam dizer isso.

Os efeitos das medidas de distanciamento social, recomendadas para a segurança da população em geral pela OMS – Organização Mundial da Saúde em todo o mundo, são nítidos especialmente na saúde mental das crianças e adolescentes, que passaram a desenvolver mais quadro de ansiedade, distúrbios no sono e obesidade, sendo essas apenas algumas das sequelas geradas pela pandemia.

De acordo com pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, grande parte dos pediatras do país (88%) notou consideráveis alterações no comportamento das crianças consultadas durante a pandemia. Eles relataram números alarmantes: cerca de 90% dos pequenos apresentaram alguma mudança de comportamento, sendo que 75% delas tiveram oscilações de humor e irritabilidade.

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Principais distúrbios em crianças e adolescentes

Neste mesmo contexto, um estudo chinês – país em que se originou o Coronavírus – realizado com 320 crianças e adolescentes trouxe à tona quais são os principais impactos vividos pelas crianças e adolescentes em termos de saúde mental:

  1. Dependência excessiva dos pais (36%)
  2. Desatenção (32%)
  3. Preocupação (29%)
  4. Distúrbio do sono (21%)
  5. Falta de apetite (18%)
  6. Pesadelos (14%)
  7. Desconforto e agitação (13%)

Não podemos deixar de citar o prejuízo que está acontecendo no aprendizado das crianças, especialmente as de primeira infância, já que elas não têm facilidade de interagir com as aulas virtuais, que não suprem as expectativas de sua idade. A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) divulgou que crianças menores de 2 anos não deveriam ser expostas a telas (celular, computador, tablets e televisão) e para as de 2 a 5 anos esse tempo de exposição não poderia ultrapassar 1 hora ao dia. Portanto, admite-se que o ensino online pode causar um elevado retrocesso no aprendizado dos menores.

Como minimizar os efeitos negativos do distanciamento nos pequenos?

Separamos algumas dicas, para ajudar você e sua família durante este período difícil que todos estamos vivendo, mas que, vai passar!

  • Fale a verdade para criança, de forma a respeitar sua maturidade e compreensão.
  • Pratique, diariamente, a leitura e contação de histórias, para desenvolver nelas o hábito de ler livros, a criatividade e imaginação.
  • Desenhe, pinte e rabisque com elas. Fazer atividades contribui para o desenvolvimento das crianças e fortalece o vínculo de pais e filhos.
  • Monte quebra cabeças e brinque com jogos de tabuleiros. Essa é uma forma divertida de desenvolver atividades estratégicas, tão importantes para a vida deles.
  • Faça brincadeiras antigas, dos seus tempos como criança. Por exemplo: passa anel, pular corda, esconde-esconde, pular amarelinha, e tantas que você costumava fazer. Vai ser uma volta ao tempo e você vai curtir muito também!
  • Envolva os pequenos nas atividades domésticas, como arrumar a cama, guardar seus brinquedos, limpar os móveis, preparar algumas comidas em segurança. Eles gostam de participar e, um dia, vão precisar fazer tudo isso sozinhos.
  • Estimule uma atividade física, como andar de patinete, bicicleta ou jogar bola.
  • Elogie seus filhos pelos atos bem realizados e os incentive a continuar persistindo.

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E o mais importante: crie uma rotina!

Vamos abordar esse item de forma separada pois ele é o principal e que faz, comprovadamente, toda a diferença na vida dos pequenos. A rotina é responsável por regular o nosso tempo – no caso, de nós, os adultos – e por que isso seria diferente para os nossos filhos? Para as crianças, ela traz uma previsibilidade que as conforta, as deixa mais colaborativas, menos ansiosas, mais seguras e pacientes. Este é um estímulo natural para que elas se desenvolvam melhor, sejam inseridas no contexto familiar, comunitário e adquiram autonomia.

Especialmente em um momento tão instável quanto uma pandemia, trazer à criança algo de concreto gera um ponto de equilíbrio em sua vida, o que torna a aquisição de habilidades mais possível, assim como atua para que elas se alimentem melhor e tenham um sono de mais qualidade, sendo um verdadeiro remédio para os tempos atuais. Sem contar que, com a estipulação de horários e atividades bem definidas aos pequenos, o cotidiano dos pais também fica mais ajustado, facilitando o desenvolvimento de sua maratona de forma mais confortável e saudável para corpo e mente.

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Outros pontos negativos que podemos controlar

Você já ouviu falar no “neurônio espelho”? Essa é uma das descobertas da última década na neurociência, que mostra que o aprendizado acontece por imitação, sendo acionado quando é necessário observar ou reproduzir o comportamento de outras pessoas. Desse modo, no cenário de uma criança que está isolada com os pais em casa, ela passa a se espelhar no comportamento do adulto, que no momento estão irritados, estressados e até mesmo, em algumas situações, violentos.

Assim, a criança espelho desenvolve os mesmos comportamentos que ela enxerga nas pessoas de sua convivência. Sabendo disso, é importante notarmos o que estamos passando para nossos filhos em termos de sentimentos e atitudes, e pensar em como queremos que eles se sintam ou reajam. Não adianta: esse exercício de se avaliar e melhorar comportamentos depende exclusivamente do adulto, sendo urgente!

Outro ponto que merece ser novamente destacado é o alto acesso às telas, cujo uso pelas crianças aumentou em 400% durante o isolamento. Estes recursos tecnológicos têm sido muito utilizados não apenas para que elas assistam filmes, conversem com amigos e familiares ou participem das aulas online, mas também como sendo uma babá virtual, que deixa as crianças quietinhas por um tempo e geram estímulos excessivos à atividades de distração passiva.

Este modele é o oposto do indicado por especialistas, que é o brincar ativamente, sendo este um direito de todas as crianças e adolescentes. O uso de telas em excesso causa não apenas distúrbios de sono e irritação, mas também atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem, além de outros transtornos mentais precoces. Será que aí, na sua casa, você não está utilizando esse recurso em excesso e precisa rever esse método?

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