Confira quais são os sintomas das principais patologias levantadas por médicos ginecologistas e saiba como procurar ajuda.

No mês da mulher, é fundamental relembrar a importância de se manter saudável mesmo com uma rotina cada vez mais intensa. Mulheres são, por sua natureza, multitarefas. Entretanto, com a vida moderna isso se intensificou ainda mais, com duplas ou triplas jornadas: afazeres domésticos, longa período de trabalho, cuidar dos filhos e de si mesma. Este acúmulo de atividades tornaram a vida da mulher mais estressante e, dessa forma, seu corpo mais vulnerável ao desenvolvimento de doenças, sejam pequenas infecções ou doenças que surgem a longo prazo.

Os cuidados com a saúde, como a adoção de hábitos saudáveis e a realização de exames preventivos de forma frequente são essenciais para todos as pessoas, mas ainda mais para as mulheres, devido a alguns problemas que acometem apenas a elas. Por isso, conhecer quais são as principais enfermidades que as atingem é tão importante, pois torna possível adotar medidas preventivas desde cedo ou identificá-los a tempo de realizar um tratamento adequado.

Confira as principais doenças femininas levantadas por nossa equipe e esteja atenta aos sinais.

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Médicos plantonistas na palma da sua mão

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1. Síndrome dos Ovários Policísticos

A SOP é um distúrbio hormonal que surge em mulheres em idade reprodutiva, sendo a principal causa de infertilidade por anovulação (ausência de ovulação). De acordo com o Ministério da Saúde, está presente em cerca de 6 a 19% das mulheres, que geralmente descobrem a doença por conta da dificuldade para engravidar.

Seus principais sintomas principais são infertilidade, ciclos menstruais irregulares, aumento do tamanho dos ovários, diabetes, excesso de pelos pelo corpo, pele oleosa e com acne, queda de cabelos e obesidade.

Ainda não foi possível para a ciência determinar a causa do problema, mas a hipótese principal é que ele tenha uma origem genética, uma relação com a ação da insulina no corpo e também com a obesidade. O diagnóstico e o tratamento são fundamentais, pois a doença aumenta os riscos do desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, aumenta as taxas de aborto e de câncer do endométrio, além de ser uma causa comum de infertilidade.

A SOP não tem cura, mas há tratamentos efetivos para controle dos sintomas. Dentre eles, é essencial que haja uma mudança no estilo de vida da paciente, com a prática de exercícios físicos e uma reeducação alimentar.

2. Câncer de mama

Segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, representando 24,2% do total de casos, com aproximadamente 2,1 milhão de casos novos. No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões. Para o ano de 2020 foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres.

É a segunda maior causa de morte de mulheres no Brasil – perdendo apenas para as doenças cardíacas. Não existe uma causa específica conhecida, mas sabe-se que as mulheres que têm caso na família, as que menstruaram muito precocemente, que entraram tardiamente na menopausa e as que nunca amamentaram, estão mais propensas a desenvolver o câncer de mama. O melhor tratamento é a prevenção: realizar o autoexame regularmente e mamografia e/ou ultrassonografia periódica.

A redução de risco e o diagnóstico precoce da doença seguem sendo os principais fatores para reduzir a mortalidade por câncer. Segundo o INCA, é possível reduzir em 28% o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama a partir da adoção de alguns hábitos. Entre eles estão:

  • Praticar atividade física regularmente
  • Alimentar-se de forma saudável
  • Não fumar
  • Ter o peso corporal adequado
  • Não ingerir bebidas alcoólicas
  • Evitar uso de hormônios sintéticos em altas doses

Além de realizar os exames com frequência, é importante que mulheres estejam atentas a sinais como secreção no mamilo, alterações na pele da mama e nódulos na axila.

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3. Endometriose

A endometriose significa o crescimento de tecido endometrial – originado do endométrio, que reveste o interior do útero – fora da cavidade uterina, em demais órgãos pélvicos como as trompas, os ovários, a bexiga e os intestinos. Cabe ressaltar que o crescimento do endométrio é natural ao ciclo de reprodução feminino, que ao longo do período reprodutivo cresce e, ao não ocorrer a gravidez, tem seus fragmentos eliminados em forma de menstruação. Porém, em algumas mulheres, parte das células desse tecido fazem o caminho oposto e se espalham em um local inadequado, especialmente na cavidade abdominal, se multiplicam e causam a endometriose.

Desse modo, com a inflamação crônica, as mulheres acometidas por essa condição podem sentir dores agudas nos locais afetados não apenas durante o ciclo menstrual, mas também em outros períodos do mês, sendo as dores abdominais constantes uma característica usualmente relatada pelas portadoras.

Apesar da alta frequência entre as mulheres, muitas pessoas nunca ouviram falar sobre a endometriose ou não sabem o que é. Estima-se que grande parte das portadoras sequer sabem de sua condição, que é mais comumente diagnosticada em mulheres de 25 a 35 anos, especialmente as que ainda não tem filhos, levando uma média de 8 a 12 anos para o diagnóstico. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, em nosso país, são cerca de 10 milhões de portadoras, atingindo mais de 10% das mulheres em idade fértil. Para se entender melhor, aqui, 1 a cada 10 mulheres tem endometriose.

Confira quais são os sintomas mais comuns, relatados em consultório por mulheres em idade reprodutiva:

  • Dor intenta na região pélvica, que envolve todo o abdômen e que piora durante o período menstrual
  • Menstruação abundante, com fluxo maior que o normal
  • Dores durante a relação menstrual (dispaneuria)
  • Diarreia ou prisão de ventres
  • Dor ao urinar ou defecar
  • Fadiga ou cansaço excessivo
  • Dificuldade para engravidar

É possível, ainda, que a mulher tenha endometriose e seja assintomática. Normalmente, ela apenas descobre sua real situação de saúde ao tentar engravidar por um longo período e não conseguir. Apesar de não haver comprovadamente uma cura, é possível controlar os incômodos com tratamentos personalizados para cada paciente durante idade reprodutiva.

Os motivos pelos quais ela se manifesta ainda não foram esclarecidos, mas há indícios de um comportamento genético, ou seja, quando a mãe ou a irmã da paciente têm o problema, os riscos são maiores.

4. Candidíase

Bastante comum entre as mulheres, a doença é uma infecção vaginal causada por um fungo do gênero Candida, que causa coceira intensa, corrimento esbranquiçado ou amarelado espesso, ardor ao urinar e nas relações sexuais. O fungo causador faz parte da flora vaginal saudável e está presente no organismo em pequenas quantidades. De acordo com pesquisa realizada pela indústria farmacêutica Bayer em 2020, 52% das mulheres já tiveram candidíase alguma vez na vida, e de 3 em 4 mulheres será atingida pelo desconforto.

Existem alguns fatores que podem deixar a mulher mais propensa a desenvolver a infecção:

  • Uso de antibióticos
  • Diabetes
  • Período de menstruação
  • Uso de anticoncepcionais
  • Doença que deixa o sistema imunológico debilitado
  • Na gravidez
  • Estresse
  • TPM – Tensão pré-menstrual

A prevenção consiste em evitar que os fungos que vivem no organismo cresçam, manter a saúde em boas condições, glicose controlada, evitar roupas apertadas e uso de absorventes internos constantemente.

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5. Mioma uterino

O mioma uterino é um tumor benigno que pode se desenvolver em mulheres na idade fértil. Quando ele cresce, começam a aparecer sintomas como períodos menstruais longos e acompanhados de dores, problemas urinários, aumento do fluxo e sangramentos fora da época da menstruação. Como consequência do aumento na perda de sangue, é possível que a mulher desenvolva anemia. Resumidamente, ele consiste em uma desordem hormonal que causa um enovelamento das fibras musculares, formando nódulos no útero.

Períodos menstruais longos e dolorosos. Fluxo aumentado, anemia, sangramento fora do período menstrual, dores e problemas urinários são alguns dos sintomas do mioma uterino. Assim como a endometriose, a fibrose uterina (mioma) acomete as mulheres em idade fértil. O mioma é composto por tecido uterino e pode permanecer estável por anos e sem causa aparente começar a crescer muito em pouco tempo.

De acordo com o Instituto Saúde da Mulher, o mioma uterino atinge em torno de 50% das mulheres. Em 30% dos casos, a paciente não apresenta sintomas: durante um simples check-up, o ginecologista descobrirá sua presença. Nos 70% restantes, por outro lado, pode causar dor intensa na região pélvica.

Seu diagnóstico é realizado por exames de imagem e as causas da formação dessa fibrose uterina são ainda desconhecidas, porém, ela é mais recorrente em mulheres negras ou obesas. O tratamento é realizado com medicamentos ou procedimentos cirúrgicos para retirada do mioma, mas, em casos mais graves, pode ser necessário fazer a histerectomia.

6. Câncer de colo do útero

O câncer de colo de útero é um dos principais riscos de saúde da mulher. De acordo com o Instituto Oncoguia e o INCA, o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente nas mulheres – atrás apenas do de mama e do colorretal – e a quarta causa de morte por câncer entre a população feminina no Brasil. A doença pode ser descoberta durante exames de rotina com o ginecologista e tem boas taxas de recuperação quando é detectado e tratado de forma precoce.

Anualmente são registrados 16 mil novos casos desse tipo de câncer no Brasil. Quase 6 mil mulheres morrem todos anos em decorrência dessa doença. Ele é causado pela infecção através do vírus HPV (Papiloma Vírus Humano). O exame papanicolau é responsável por detectar a doença.

O HPV, por ser uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), pode ser prevenido com o uso de camisinha durante as relações sexuais. Atualmente, existe a vacina contra o HPV, sendo indicada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, além de pessoas que vivem com HIV e indivíduos transplantados na faixa etária de 9 a 26 anos. A vacinação é medida preventiva, não sendo eficaz contra infecções ou lesões por HPV já existentes.

Dentre os sintomas do câncer de colo do útero destacamos corrimento vaginal amarelado com odor desagradável, sangramentos menstruais irregulares e sangramento após a relação sexual, além de dores na região do baixo ventre e verrugas espalhadas pela vulva. Em estágios mais agressivos, a paciente pode apresentar dores pélvicas de forte intensidade, anemia, dores em região lombar, alterações miccionais e no hábito intestinal.

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Realize consultas periódicas

Existem casos em que não é possível prevenir as doenças femininas, mas o diagnóstico precoce se torna fundamental para o sucesso do tratamento, a fim de evitar o agravamento do quadro ou o desenvolvimento de outros problemas de saúde a partir da sua queixa primária.

Por isso, logo que sentir algum desconforto diferente ou quando tiver alguma dúvida em relação a algum sintoma, sugerimos que converse imediatamente com um médico. Nossos profissionais estão disponíveis no plantão médico virtual 24 horas para te orientar e direcionar o que fazer em relação ao seu caso. Clique aqui e realize, a qualquer momento, uma teleconsulta com um médico de nossa equipe. Estamos sempre à disposição!

Fontes de pesquisa:

https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/julho/11/Ovarios-Policisticos-julho2019.pdf
https://www.hera.academy/endotalks
https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer
https://www.inca.gov.br/controle-do-cancer-de-mama/conceito-e-magnitude
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/09/14/estudo-52-das-mulheres-ja-tiveram-candidiase-ao-menos-uma-vez.htm
https://www.ism.net.br/saude/o-que-e-o-mioma-uterino-e-quando-devo-me-preocupar
http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-colo-do-utero-entenda-prevencao-sintomas-e-tratamento/13332/7/
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-do-utero

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