Confira as principais causas de esterilidade conjugal, que atinge 15% dos casais.

Aumentar a família é o desejo de grande parte dos casais, mas para muitos, nem sempre é tão simples de se concretizar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a infertilidade não é algo raro: a prevalência de casais inférteis no mundo chega a 60 milhões e acomete cerca de 15% dos casais.

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A infertilidade conjugal é caracterizada pela ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares, sem o uso de métodos contraceptivos. Este limite de tempo de 1 ano é o ideal para que o casal busque investigação clínica e apoio individual especializado, para identificar a causa da esterilidade e tornar possível o sonho de terem um ou mais filhos.

Estatisticamente, as causas da infertilidade podem ser igualmente femininas ou masculinas. Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) apontam que cerca de 35% dos casos são relacionados à mulher, 35%, relacionados ao homem, 20% a ambos e 10% permanecem desconhecidos, ou seja, sem uma causa clínica aparente.

Portanto, após o período de tentativas frustradas, é recomendável que o casal busque orientação personalizada de um médico ginecologista para as mulheres e urologista para os homens, para investigar as causas por meio de exames físicos, laboratoriais, de imagem e hormonais.

Especificamente no caso das mulheres acima de 35 anos, esse tempo de tentativas pode ser reduzido para os 6 meses, sendo então necessária uma investigação mais atenta, em especial para as que apresentam queixas como ciclos menstruais irregulares e intensos, história de doença inflamatória pélvica, diagnóstico ou suspeita de endometriose e cirurgias abdominais anteriores. Quanto aos homens, é necessário que estejam atentos se houver uma rotina de maus hábitos, doenças ou cirurgias que possam estar relacionadas à esterilidade.

Em suma, a investigação inicial para o diagnóstico do casal contempla os seguintes exames:

  • No homem: espermograma para avaliação do fator masculino – quantidade e motilidade dos espermatozoides, além da interação muco-sêmen.
  • Na mulher: avaliação do fator ovulatório, que requer exames hormonais e análise da função da tireoide; e verificação dos fatores uterino e tuboperitoneal, realizado via ultrassonografia pélvica e a histerossalpingografia (HSG), que é uma forma de raio-x utilizada para visualizar as trompas e a cavidade uterina. Há casos em que se faz necessária a realização de demais exames de imagem, como a ressonância magnética pélvica.

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As 5 principais causas de infertilidade masculina

Com base em dados divulgados pela Associação Brasileira de Urologia (SBU), existe uma lista de doenças e condições que podem causar a infertilidade do homem, em especial as destacadas abaixo:

1. Baixa qualidade do sêmen

Inúmeras características do sêmen contribuem para a infertilidade: ele pode ser identificado com baixa quantidade de espermatozoides, ou esses gametas podem ter sua forma e capacidade de movimentação alteradas, o que torna o processo de fertilização mais dificultoso ou impossível. Em alguns casos, pode haver a Azoospermia, que se trata da ausência total de espermatozoides no sêmen ejaculado. Muitas causas podem levar a condições como essa, como a genética ou infecções genitais. O diagnóstico depende de exames físicos e espermograma.

2. Condições anatômicas

As condições anatômicas são diferenciadas pela formação testicular e normalmente podem ser corrigidas com cirurgia:

– Varicocele: se trata de uma dilatação anormal das veias testiculares, um tipo de “varizes” ao redor dos testículos, nem sempre visíveis. É a principal causa da infertilidade masculina, diagnosticada em 40% dos casos de homens estéreis, que resulta em queda na taxa de espermatozoides (oligospermia) e diminuição da sua mobilidade. Apesar de já aparecer na puberdade, devido aos poucos sintomas, é habitual só ser descoberta na vida adulta, ao investigar a infertilidade. Para se ter um diagnóstico e tratamento precoce, é recomendável levar o adolescente a uma consulta de rotina no urologista.

– Criptorquidia: é a famosa “não descida do testículo” para a bolsa escrotal durante a formação do feto, o que é comumente corrigido ainda na infância.

– Torção testicular: acontece quando a mobilidade do testículo é aumentada devido à fraca fixação dos cordões que sustentam o testículo na bolsa escrotal. Sem intervenção cirúrgica, pode levar à redução do fluxo sanguíneo (isquemia) e afetar a produção de espermatozoides. É comum acontecer na adolescência.

3. Inflamações ou infecções nos testículos

Inflamações e infecções causadas por diferentes tipos de vírus podem provocar inchaço na próstata e afetar a produção de espermatozoides. Alguns exemplos são:

  • Infecção no testículo pós-caxumba (Orquite)
  • Infecção na próstata (Prostatite)
  • Histórico de trauma testicular
  • Doenças sexualmente transmissíveis, tais como Gonorreia e HIV

4. Histórico de saúde e estilo de vida

Disfunções como alterações hormonais, diabetes e cirurgias no aparelho urinário também podem obstruir os canais e afetar o transporte dos espermatozoides até o sêmen. Tratamentos contra o câncer, bem como alguns tipos de medicamentos, podem ter como efeito colateral a menor produção de espermatozoides. Estima-se que ela volte ao normal passados cinco anos de tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias.

Drogas e outras substâncias tóxicas podem causar infertilidade, como pesticidas, nicotina, álcool em excesso, maconha e uso de anabolizantes. Há também outras medicações que causam a esterilidade, como alguns antibióticos, anti-hipertensivos e antidepressivos. Em muitos casos, os efeitos negativos destas substâncias são reversíveis com a suspensão do uso.

Além disso, fatores de estilo de vida são relacionados a problemas de fertilidade masculina, dentre eles estresse, sedentarismo e excesso de gordura corporal. Cabe lembrar que este item também vale para as mulheres – você lerá logo mais ;).

5. Coronavírus e fertilidade masculina

 De acordo com a Associação Brasileira de Urologia (SBU), estudos iniciais apontam que o Coronavírus também pode afetar o sistema urinário e reprodutivo masculino. Isso acontece porque a enzima receptora do vírus (ACE2), presente nos pulmões e rins, também está presente em grande quantidade nos testículos. Porém, a SBRA (Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida) destaca que, por ser uma doença nova, seus efeitos e a duração deles ainda estão sendo estudados.

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As 5 principais causas de infertilidade feminina

Confira o levantamento que realizamos sobre as questões que mais causam infertilidade nas mulheres, conforme dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

1. Obstrução tubária

As tubas uterinas são o local onde ocorre a fecundação, sendo então o local onde o espermatozoide encontra o óvulo. Alguns problemas podem bloquear ou dificultar a passagem dos espermatozoides ou do óvulo pelas tubas, impedindo o encontro dos gametas ou a migração do óvulo fertilizado para o útero. Dessa forma, não ocorre a gestação. Uma das causas é a presença de bactérias como a clamídia e o gonococo, responsáveis por um processo infeccioso e inflamatório que causa uma espécie de fibrose em várias regiões da tuba, o que leva à obstrução. Há muitas outras causas para a obstrução tubária, como sequelas após apendicite ou focos de endometriose. O diagnóstico pode ser realizado por exame de histerossalpingografia, um exame de raios X da pelve feito com o uso de contraste, que pode ser seguido pelo pedido de uma ressonância magnética da pelve.

2. Endometriose

A endometriose ocorre quando tecido endometrial, que reveste o útero, migra para outras regiões, como ovários, bexiga e intestinos, dentre outros. A doença atinge 10% das mulheres em idade fértil e está presente em aproximadamente 50% dos casos de infertilidade. A endometriose pode impossibilitar a gravidez por diversos motivos, incluindo a obstrução tubária, alterando a função das trompas, assim como também interfere na qualidade dos óvulos e na reserva ovariana. Também modifica negativamente a receptividade endometrial, ou seja, a capacidade de o endométrio receber e acomodar o embrião adequadamente. O diagnóstico é feito com avaliação de histórico de dor pélvica crônica, fluxo intenso e irregular, e realização de exames como ultrassom transvaginal e ressonância magnética de pelve.

3. Alterações hormonais

Alterações na tireoide (seja hiper ou hipotireoidismo) acarretam mudanças hormonais e tendem a interferir no ciclo menstrual da mulher e na fertilidade. A boa notícia é que, em geral, podem ser controladas com medicamentos.

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) está relacionada com um número maior de hormônios masculinos na mulher. Isso causa um aumento no tamanho dos ovários, com pequenos cistos na parte externa deles, dificultando a ovulação. Os principais sintomas são a infertilidade ou dificuldade de engravidar, irregularidade menstrual (devido à dificuldade de ovulação), aumento da quantidade de pelos no corpo, obesidade e síndrome metabólica. O principal exame usado para diagnóstico é o ultrassom transvaginal.

4. Causas imunológicas

Um sistema imune enfraquecido pode comprometer o sucesso de uma gestação. Como metade do embrião é constituído por materiais provenientes do pai, ele pode ser entendido como um corpo estranho pelo organismo da mulher. Por isso, o funcionamento harmônico do sistema imune da mãe é fundamental, pois ele deverá reconhecer o embrião e permitir seu desenvolvimento até o momento do nascimento. Até o momento, tem sido um grande desafio estabelecer o diagnóstico de causas imunológicas e, além disso, suas abordagens terapêuticas não são consagradas pela literatura médica de qualidade, mas é um tema que está em estudo pela medicina.

5. Histórico de saúde e estilo de vida

Assim como citamos anteriormente para os homens, as escolhas do estilo de vida também afetam a fertilidade feminina. Segundo a SBRA, mulheres que fumam têm duas vezes mais dificuldade de engravidar do que as não fumantes.

Além disso, estresse, falta de sono, sobrepeso ou desnutrição provocam disfunções no hipotálamo, causando alterações hormonais que podem afetar a função reprodutora. Essa disfunção do hipotálamo também pode estar associada a atividades físicas muito intensas, com alta demanda energética.

Infecções causadas por fungos, vírus ou bactérias podem ocasionar inflamações no endométrio e alterações nas tubas uterinas. Isso prejudica a fertilização e a implantação dos óvulos no útero. No caso de cânceres prévios, os tratamentos com quimioterapia e radioterapia podem inibir a ovulação e afetar a fertilidade feminina.

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Outra causa: idade e queda de fertilidade

Um item que precisa ser tratado separadamente é o que vamos chamar de ‘envelhecimento fértil do casal’. Muito se fala da questão da redução de fertilidade da mulher por conta da idade, mas com os homens isso também é um fato. A idade do homem e da mulher é um dos principais fatores que podem interferir em sua capacidade reprodutiva, pois ambos sofrem perdas ao longo dos anos, devido a questrões como esgotamento do aparelho reprodutor e condições diversas de saúde.

Nem todas as mulheres estão cientes do quanto sua fertilidade declina com a idade. É comum vermos celebridades engravidando na faixa dos 40 anos. Por isso, as mulheres são erroneamente levadas a acreditar que a concepção nesta idade é bastante possível. Entretanto, o que muito frequentemente não é contato é que estas mulheres usaram um óvulo ou embrião doados.

A idade é um fator determinante porque, ao longo da vida, os óvulos envelhecem, no caso da mulher, e a produção de espermatozoides perde qualidade, no caso dos homens, especialmente devido ao estilo de vida adotado.

As mulheres são mais férteis até uma idade anterior a idade dos homens, lembrando que toda mulher já nasce com o número de óvulos para a vida toda. De acordo com a SBRA, estimativas apontam que o pico da fertilidade da mulher acontece por volta dos 25 anos e que, a partir dos 35, a quantidade de óvulos presentes no ovário tende a diminuir de maneira mais acelerada. Quando uma menina nasce, ela possui 1.000.000 de óvulos. Ao alcançar a puberdade, restam apenas 300.000. Durante o período de reprodução da mulher, aproximadamente 300 óvulos serão ovulados. Isso representa uma taxa de um óvulo por mês.

A fertilidade do homem tem início, em média, aos 12 anos, que é a idade em que os órgãos sexuais masculinos estão maduros e capazes de produzir espermatozoides. Assim, caso não haja qualquer alteração que interfira no processo de produção de espermatozoides, o período fértil do homem dura até a chamada andropausa, que corresponde à menopausa que acontece nas mulheres.

Os sintomas da andropausa normalmente surgem entre os 50 e 60 anos e é caracterizada pela diminuição da produção de testosterona, o que interfere diretamente na capacidade de produção de espermatozoides.

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Chances reais de gravidez por faixa etária

Para demonstrar, de forma mais clara, as chances de engravidar que uma mulher tem após os 25 anos, confira os dados abaixo, divulgados pela Pais&Filhos:

  • Dos 26 aos 30 anos: 18% por mês de tentativa *85% engravidam em até 1 ano
  • Dos 31 aos 35 anos : 15% por mês de tentativa * 80% engravidam em até 1 ano
  • Dos 36 aos 40 anos: 9% por mês de tentativa *50% engravidam em até 1 ano
  • Dos 41 aos 42 anos: 4% por mês de tentativa  *20% engravidam em até 1 ano
  • Dos 43 aos 45 anos: 0,2% por mês de tentativa *1% engravidam em até 1 ano

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Fonte:
https://sbra.com.br/
https://www.febrasgo.org.br/
http://www.sbu.org.br/
https://paisefilhos.uol.com.br/quero-engravidar/saiba-quais-saos-as-chances-reais-de-engravidar-em-cada-idade/
https://br.clearblue.com/como-engravidar/engravidar-depois-dos-35

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